novembro 28, 2004

É a vida neste meu lugar.

Cheguei a pensar termos chegado à raspa do tacho do fundo do poço com o pedido de “kiss my buceta” da Sônia Braga, mas hoje assisti à poesia Latina na TV, depois de sofrer com o Flamengo. Money quote:

Hoje é festa, lá no meu apê,
Pode aparecer,
Vai rolar bundalelê.

(...)

Tesão, sedução, libido no ar -
No meu quarto tem gente até fazendo orgia.


"Alexandre", o Grande Cocô.

Do crítico da Slate, David Edelstein, a respeito do "Alexandre", de Oliver Stone:

Com "Alexandre" (Warner Bros.), Oliver Stone conseguiu o que nunca pensei ser possível: me fez sentir pena dele.

Outras opiniões podem ser lidas aqui.

novembro 25, 2004

Out of the no spin zone

Meu nome é Márcio Guilherme e sou dependente químico. Fico feliz em dizer que estou limpo há 262 horas, sem nenhuma gota de Fox News no corpo. Sinto-me revigorado. Passei a respirar sem dificuldade, tenho acordado mais cedo, e cheguei mesmo a correr 900 m outro dia. Mas não cantarei vitória – travo batalhas diariamente.

novembro 23, 2004

A paz invadiu o meu coração...

...outro dia, reclamando de camisa vermelha a função social do órgão improdutivo. Em defesa da propriedade larguei o dedo na petulante, que acovardou-se e saiu correndo, feito um Didi com trilha do Chico na voz da Bethânia.

Inferno anunciado

Fico sem graça com elogios, mas a verdade é que me disseram que sou elitista. Vocês não viram nada. Esperem só até a inauguração da árvore de Natal da Lagoa.

novembro 22, 2004

Quanto vale seu voto?

Prefiro indicar um intervalo, de R$ 99,99 a R$ 1.153,00, a depender do candidato. Ao visitante que nos fez a proposta pelo Google, peço que entre em contato por e-mail, e negociaremos.



(Para ampliar a figura, basta clicar em cima)

novembro 21, 2004

Quanto vale sua sensibilidade?

A preguiça e a tentação impedem muita gente de ter religião ou ideologia. Coerância e abnegação não combinam com a oferta de coisas boníssimas mundo afora, do kassler ao rock'n'roll, passando pelas cachoeiras de redutos hippies.

Quanto às ideologias, mesmo as mais inteligentes — que regem a realidade, e não a hipótese mental de uma ou duas figuras cheias de imaginação—, mesmo nesse caso, o saldo é sempre negativo. Pode-se perder Truffaut e Hitchcock de uma só tacada, tanto quanto cachaça e whisky, sem se receber nada de valioso em troca. Quando muito, ganham-se duas ou trâs discussões de bar. É preciso ser muito insensível para fazer a troca. Nenhuma realidade vale tanto assim.

No caso da religião, pelo menos, ganha-se em firmeza o que se perde de mundano. Isso para não falar dos rituais — o que há de melhor nas tradições religiosas e que se tenta apagar a pretexto de atualização (tem estupidez para tudo). Esclareça-se que qualquer troca passa a valer quando se trata da Verdade. Mas essa é uma situação tão bela quanto rara, e nem de longe passível de julgamento.

Meditações Vespertinas

Dos benefícios da corrupção:

"The feature of transnational institutions that will save us from their ambition to reconstruct us is their irredeemable inefficiency and corruption. It's not something that will go away because of better management or appeals to abstract global ideals. Management is secondary, and generalized ideals are good fallbacks but can't carry the weight of day-to-day life. At bottom, we act as we are. And to what principle of identity, loyalty or honor can the UN or EU appeal that will induce a man surrounded by flattery and temptation to rise above self-interest?" (grifos da casa)

Extraído do post de 20/11/2004 do sempre interessante Turnabout.


novembro 20, 2004

Alô alô Francis Bacon, aquele abraço!

Já li em Freud que civilização é útil, serve pra forçar vagabundo a trabalhar e pra impedir trenzinhos de sexo na rua. O ensaio era sobre o "Futuro de uma Ilusão", e me fazia pensar na ilusão de um futuro durante as aulas de Moral e Cívica.

Vovó observava os tempos e dizia estarmos mesmo no fim, “tanta pouca vergonha!”. Jogava a esperança nos ingleses, aquilo sim, coisa tão linda, com rainha velhinha e princesa com côxo no colo.

Vovó não sabia, mas quem não tem Banda de Ipanema tem ciência. E se descemos a cachorro no escracho do carnaval, lá em cima a barbárie vem pela mão dos especialistas.

novembro 17, 2004

Mais do mesmo ( - mas com infâmia, por favor!)

Olha, no caminho daquela mudança que anunciei no último post, tinha um Bruno sobrecarregado, um amigo que mora longe e uma preguiça de fim de ano. Tudo me faz lembrar aqueles versos do Antonio Machado, "Caminante, no hay camino, / se hace camino al andar", e, portanto, me atrevo: template se faz ao blogar (alas!).

De maneira que hoje voltamos à carga, mesmo sem novidades.

novembro 05, 2004

Vai por mim

Análise política é com o Alto Volta - o resto é papo de bêbado.

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Novidades a caminho - aguardemmm...